Posts feitos em dezembro, 2006
Salário mínimo sobe 25 reais, o parlamentar 11.733.

Todo mundo sabe como um blogueiro adolescente adora declarar seu ódio desapreço à política e toda aquela corja de engravatados… e eu não sou nenhuma exceção, como vocês podem perceber pelo tamanho da palavra “política” na tag cloud aí do lado. Mais uma vez, o que me move a escrever um post com essa temática é nada mais que a indigninação. Você soube da última? Descobri no desde-já-recomendado Frigideira Blog e de lá emprestei parte do assunto.
Caso você ainda não saiba o que é que os senhores deputados e senadores andam aprontando, sugiro que leia essa notícia aqui. No entanto, se você é preguiçoso demais (ou ocupado demais, não é mesmo?), eu sintetizo: os parlamentares quase dobraram seus salários, e agora passarão a ver entrar em suas contas a pífia quantia de R$24.600,00 todo santo mês.
É, coitados. Eles mereciam esse aumento. Afinal, os ministros do Supremo Tribunal Federal ganhavam muito mais! Mas agora, com o aumento de 91% sobre o prévio salário de R$12.867,00, agora eles equipararam as duas remunerações e abriram espaço para os outros políticos invejosos reclamarem seus reajustes no mesmo nível.
Direto do G1:
Atualmente, cada deputado tem direito, além do salário de R$ 12.847,00, a uma verba indenizatória de R$ 15 mil, R$ 50 mil para gastar com o gabinete, R$ 3 mil para auxílio-moradia, R$ 4 mil para correios e telefones e mais quatro passagens mensais de ida e volta para seu estado. O que dá, em média, R$ 1 milhão ao ano por deputado.
No Senado, além dos salários, os parlamentares têm a verba indenizatória de R$ 15 mil, auxilio-moradia de R$ 3,8 mil, 11 funcionários comissionados, com um total de R$ 72 mil em salários, 25 litros de combustível por dia com motorista, além de passagens aéreas. Todas essas regalias, por enquanto, estão mantidas. O Orçamento da Câmara e do Senado para 2007 é de R$ 3,2 bilhões.
E tudo que eles precisaram para conseguir tudo isso aí foi o seu voto. É, e muito brasileiro trocou voto por uma cesta básica.
Ainda que a nova peripécia vinda de Brasília custe cerca de 150 milhões de reais aos cofres públicos, Rebelo, presidente da Câmara, diz que “Não haverá aumento de despesas. Câmara e Senado cortarão gastos suficientes para que esse reajuste fique dentro do orçamento”.
Mas o que importa, excelentíssimos políticos, é que enquanto o salário de vocês vê um reajuste de mais de dez mil reais, o salário mínimo vê um de 25. Enquanto o reajuste devia apenas cobrir a inflação (quase 29%), vocês decidiram que ele será de 91%. É revoltante saber que tem gente por aí que não vê reajuste há mais de cinco anos, e, quando vê, ele é ridiculamente pequeno. É revoltante você ver na TV uma reportagem em que os senhores beneficiados dizem que “foi uma decisão das duas Mesas, não foi uma coisa individual”, como se eles não estivessem nem aí para o dinheiro, como se não fossem mercenários, como se não fossem políticos!
Eu nem tenho mais o que falar, e vou deixar para escrever tudo o que eu penso dessa política de hoje em um dia que eu estiver menos indignado e com uma capacidade maior de organizar os meus pensamentos. Agora não dá mesmo, porque agora tudo que eu queria é que esses engravatados hipócritas explodissem.
Não vou nem revisar, que não dá de ler sobre isso de novo mesmo. Qualquer erro, desculpem esse revoltado blogueiro. No próximo post ele vai estar mais calminho. Tomara.
Pelo jeito eu não sou o único revoltado. Veja as reações à notícia no Parlatório, o blog de política do G1. Às 20:30 do dia 14, já são 998 comentários inflamados.
Fontes: G1 e Frigideira
Ler maisBrasil campeão – pelo menos no vôlei!
Apesar de o nosso país estar com o nome um tanto sujo por aí e com o lado esportivo bem abalado desde o vexame da copa do mundo de futebol, nós temos algo para contar vantagem com os amigos gringos.
Fazendo exatamente o contrário dos jogadores do gramado, os garotos da nossa seleção masculina de vôlei não deixaram o favoritismo subir à cabeça, não viraram estrelinhas apesar de terem todos os motivos para isso (leia 21 competições disputadas desde a entrada do Bernardinho e aparições no pódio em cada uma delas) e garantiram o bicampeonato mundial brasileiro de vôlei.
A equipe de Bernardinho suou nas quadras do Japão em jogos duros contra seleções como a da França (que inclusive ganhou da nossa, na primeira fase), Itália e Bulgária, mas conseguiu chegar à finalíssima contra a Polônia. O décimo primeiro e último jogo foi surpreendemente um dos mais tranqüilos de toda a competição e garantiu o novo título.
Eu pude acompanhar alguns jogos e virei fã desses caras aí. Cada ponto era uma comemoração intensa, com abraços efusivos até demais e gritos assustadores. A energia que eles têm é incrível. Mesmo se o jogo estivesse dois sets a zero, eles trocavam palavras com o técnico, animavam uns aos outros e voltavam à quadra com mais garra que antes, sacando, levantando, atacando e bloqueando com toda a força, virando o jogo e ganhando com aquele gostinho prazeroso de vingança.
É bom saber que o Brasil ainda brilha em alguma coisa e que pode ser noticiado nos jornais internacionais em manchetes que não envolvem escândalos políticos, arrastões em praias ou carnaval. Parabéns aos jogadores pelo espírito de equipe e enfoque sempre presente, parabéns ao Bernardinho pela trajetória impecável com o time e parabéns para o Brasil, que ganhou mais um troféu dourado para fulgurar ao lado de tantos outros que conquistamos em quadras e campos de todos os cantos do mundo.
Dá-lhe, Brasil!

O japa torce para o Brasil com as cores da Argentina. Ok… o que vale é a intenção, né?
Qual é a sua tribo?
A onda do momento é unir-se às pessoas por meio de um estereótipo compartilhado, de forma que todos os envolvidos sejam aceitos e que possam, com os outros indivíduos do grupo, trocar idéiais e compartilhar interesses, em busca de uma vida social mais interessante e menos sozinha. A onda agora é ter sua própria tribo.
As tribos urbanas são grupos de pessoas que se unem por questões de afinidade, em geral. Estas pessoas têm em comum a forma de pensar, preferências musicais, hábitos, ideais políticos ou valores culturais e, sobre todas essas coisas, a atitude inata. Toda e cada uma das tribos possui seus trejeitos particulares, que permitem que uma pessoa identifique uma outra qualquer que também seja de sua tribo; se reconhecem seja pelo modo de se vestir ou até mesmo pela preferência sexual.
Como o ser humano tem uma tendência a mudar o tempo todo, à todo momento velhas tribos ressurgem ou são recicladas, ou novos grupos e novos rótulos são inventados. Há pessoas que, apesar de não se encaixarem em tribo nenhuma, lapidam-se segundo um molde novo do dia para a noite apenas para terem um grupinho. Nos quatro cantos do mundo, todo dia milhões de mães se assustam ao ver suas filhas usando roupas e maquiagens exclusivamente pretas de uma hora para a outra ou o filho aparecendo com um corte de cabelo feito em detrimento específico de sua visão.
Se você ainda não sabe e quer saber sua tribo, fique ligado neste especial!
EMOs
não brinque com seus sentimentos… eles podem chorar!

