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Cadeira de balanço

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Estou feliz. Comprei o meu Cadeira de balanço pela internet e agora ele está do meu lado. Isso me dá uma sensação estranha de realização, de conquista, não sei. Acho que esse livro me contagiou – passar do ódio à admiração é uma experiência bastante curiosa. Foi essa por que passei quando saí do colégio e redescobri Carlos Drummond de Andrade. Dessa vez como o prosista, e não o poeta.

Mas nem tudo são flores. Antes disso, eu tinha seguido o caminho inverso: conheci um Rubem Alves fantástico no colégio, aí comprei o Ostra Feliz Não Faz Pérola e acabei encontrando ali um escritor um tanto infantil no uso das palavras. Ainda assim, o livro tem lapsos de uma maturidade que o tempo se encarregou de trazer, mas nada a ver com intrincácia do uso da língua. No fim das contas, acho que é isso o que me atrai nos autores. Mas é claro que eu não julgo o escritor de tantos livros por um só – essa talvez até tenha sido a intenção desse que eu comprei. De todo jeito, isso não altera o fato de que me decepcionei.

E até a aquisição tem outra faceta: por outro lado, ela também me deixa um tanto claustrofóbico. A conta de livros que estão sendo lidos acaba de subir para seis. Minha avó sempre diz que quando a coisa é demais, muito não basta. Mentira, eu acho que acabei de inventar isso. Faz algum sentido? Eu gosto da sonoridade. Acho que, se alguém me o dissesse desse jeito, como eu disse, eu provavelmente acreditaria se tratar de um ditado popular.



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